A velha está mais velha?
Este fim-de-semana a Cooperativa Cultural Velha-a-Branca comemora três anos de vida. Lembro-me de ter visto lá - ainda antes da inauguração - uma peça de Samuel Beckett. Era mais uma série de instalações do que uma peça, mas deu para conhecer o estaleiro cultural. Desde esse dia a velha cresceu muito e - graças à vontade de todos os cooperadores - lá se foi plastificando; para o bem e para o mal.
Começou por ter um pequeno bar de apoio às exposições e eventos e agora tem um bar como outro qualquer, mas apoiado pelas exposições e eventos. A velha adaptou-se aos tempos de que se queria distanciar e mudou, ainda que maquilhada para não parecer mais nova. Profissionalizou-se, mas não diz a ninguém para poder continuar a competir com estatuto especial: o de amador.
Mas não se enganem: eu gosto da velha e reconheço-lhe muito mérito - pondero, aliás, fazer-me amigo da velha, mas a prioridade é ser sócio do Braga. A velha ofereceu-me - a mim e a muitos bracarenses - belos momentos culturais e sociais; despertou muitas culturas adormecidas e criou interessantes dinâmicas culturais.
Deixo daqui os meus parabéns à associação cooperativa e a todos os que a fizeram ao longos destes três anos. Deixo ainda o meu sincero desejo de que a velha continue a crescer, mas que não o faça só porque sim; as rugas não envergonham nada e têm muito mais charmes que tiques e manias.
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